Se tem uma coisa que sempre esteve muito claro pra mim é que o certo e o errado sempre vai depender de um ponto de vista. Não é uma bela bosta? Sempre terá um juiz pra dizer que aquilo que você fez com todo amor e carinho não serviu pra nada, ou simplesmente para interpretar à maneira dele as suas palavras, a sua arte. Aí você pára e me pergunta se eu precisei viver 26 anos pra descobrir essa grande novidade. A resposta é não. Os 26 anos – que são poucos, caros, raros e meus – me fizeram descobrir que nunca na história da humanidade as pessoas deram tanta rasteira. Esse texto é indignado, mas nada pessoal, antes que alguém fique dolorido e leve pro advogado pra me processar. Sei que até antes de Cristo existiram guerras, traições e tudo mais. Mas gente, vivemos no século da civilidade, onde a informação que chega pra mim chega pra todo mundo, onde a luz da graça e da sabedoria chega até às pessoas que tem retardo mental como doença comprovada – ou melhor, convivo com “doentes” que são mais carinhosos, sensíveis e inteligentes do que muita gente que se diz “normal” que vejo por aí. Ninguém precisa ficar passando a perna, nem dando facada pelas costas de ninguém porque cada um tem sua própria luz. Que tempos são esses em que as pessoas querem sempre ocupar o espaço do outro, ou o pior ainda, que tempos são esses em que as pessoas fazem de tudo para ser famosas, populares, terem mais seguidores do Twitter? Juro que não é esse o mundo que quero pros meus filhos. Gente, já passou da hora da gente pegar na mão e pedir favor, admitir que não consegue, pois sempre terá alguém pra nos ajudar. Lembre-se que você pode ter feito tudo de melhor na sua vida, mas as pessoas só lembrarão da única coisa ruim que você fez, e que rasteira é coisa de gente rasa, bem rasinha. E coisa rasa, não dá pra mergulhar, ir lá no fundo. Dá pra respirar e só.

« »