
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, em seu Dicionário da Língua Portuguesa, definiu – e depois atualizou diversas vezes – a palavra Ética. Dentre outros significados, essa palavra que é originada do grego Ethos, traz como principal definição a palavra caráter, modo de ser. Em Filosofia, só para desambiguar [se é que essa palavra existe], Ética é um braço de estudo sobre aspectos morais da sociedade. A ética portanto, se difere da moral, pois enquanto a moral tem seu fundamento na obediência à normas e mandamentos culturais, a ética busca fundamentar o bom modo de viver INDIVIDUAL, com seus próprios princípios, regras e tabus.
Vocês que me acompanham por aqui e sempre demonstram seu carinho com cada passo - mesmo que infalso - que tenho dado, podem estranhar bastante o teor ácido dessa postagem. Mas, quem me conhece mais de perto sabe que eu sou sentimento extremo. A MINHA vida não é feita de momentos mornos. Cada minuto do meu dia é gozado e agradecido plenamente, com todas as letras maiúsculas e em negrito. Quando não consigo falar – porque a maioria das vezes é ridicularmente desnecessário – eu prefiro escrever. E hoje, depois de duas horas de chororô, quero me gravar aqui e esquecer, pra acordar melhor amanhã, com a alma leve e disposta a receber os milagres que Deus me dá mesmo merecendo pouco!
Eu escolhi me dedicar a esse blog, para os desavisados! Aos poucos, fui me apaixonando, e hoje me sinto totalmente em casa. É como se fosse um espaço físico real, onde eu me sinto bem demais, sinto falta quando não venho nele, e onde pude viver momentos maravilhosos na minha jornada. O legal é que muita gente, quando sente minha falta, ou quer me ver, aparece por aqui também, e quase que 100% das pessoas – muitas nem me conhecem – me dizem a mesma coisa: Manu, mais parece que estou vendo você falando enquanto escreve. E essa é a minha maior intenção: botar pra fora os meus pensamentos em forma de palavras e imagens e tocar alguém, seja um amigo próximo ou alguém distante que nem conheço o rosto mas que se identifica comigo e compartilha energia e sentimentos bons.
Para que eu me dedique tantas horas do meu dia ao blog, preciso abdicar de outras coisas, óbvio. O dia só tem 24h, e o blog é apenas 5% do que tenho que fazer. Não estou aqui reclamando disso, que fique bem claro. Não consigo mais ir num restaurante sem pensar num post legal pra vocês verem. Eu respiro esse blog! Já faz parte de mim. Mas, encontrei uma maneira de conquistar algum dinheiro para bancar todas as despesas que este espaço tem [são esses banners que vocês podem ver nessa barra do lado direito da página]. Ainda tenho meus pacientes, minha bolsa como pesquisadora, um marido que me mima, e atualmente sou filha única de um casal de empresários que graças a Deus, tem condições de sobra pra me pagar uma mesada. Dinheiro, gente, não falta para o que preciso. Mas eu poderia ter uma conta bancária maior atendendo mais pacientes no lugar de me sentar aqui e passar duas horas escrevendo esse post.
Como eu falei, isso foi uma escolha! E eu estou plenamente satisfeita com a escolha certeira que eu fiz – afinal, dinheiro não compra amigos de bom caráter e diversão ao extremo. Dinheiro, por exemplo, não pode fazer meus anunciantes comprarem um espaço – um mísero comentário que seja - no Instagram ou Facebook. Eu posto, de absolutamente qualquer marca ou lugar, as coisas que gosto. Dinheiro também não anda comprando classe, educação. Mas dinheiro compra briga. Briga, inimizades e acaba com a tranquilidade de dormir bem. Não falo das coisas boas que fazemos ao empregá-lo - o que seria da gente, afinal, sem nossos luxos e frescuras? – e sim a falta de serenindade em lidar com um suposto status de poder que algumas pessoas insitem em colocar sobre ele.
Eu honestamente, preciso de dinheiro como todos precisam, mas jamais cometeria gafes homéricas para conquistá-lo – como já disse: preciso de pouco para o necessário. Por isso, além de pedir um pouco mais de elegância e compostura, quero gritar por um mundo mais sereno. Um mundo onde a educação seja prioridade numa conversa, onde a gente pense que o que dizemos pode magoar alguém e deixar um ferida aberta pra sempre, onde tenhamos tranquilidade para resolver nossa vida, nossas angústias e recalques. A serenidade ajuda a questionar nossos erros antes de julgar e acusar os outros por pura incopetência própria.
E esse é o ponto que queria chegar quando falei toda aquela baboseira sobre ética lá no começo. Eu tenho peciência e mansidão [soletrar a palavra SERENIDADE já acalma, perceberam?] para conviver comigo e ver meus erros, mas jamais me venha solicitar minhas desculpas por algo que a minha ética me permite dizer que estou certa. A minha, só minha ética, pregada em raízes e princípios profundos e honestos, me dá quietude para amar tudo aquilo que me empenho em fazer, e construo um página por dia no livro Lounge com todo o carinho que minha conciência puder recrutar.
Fica combinado que eu sempre estarei aberta a sugestões em todos os setores da minha vida, mas os julgamentos são desnecessários, já que da minha ética, só eu e quem tem consideração comigo sabe. Provavelmente a pessoa que hoje dedico esse texto, não irá ler, mas decidi compartilhar com vocês mais essa cicatriz pela qual devo me orgulhar. Aprendo muito com todos ao meu redor, principalmente com vocês que me acompanham e me dão força, e quem sabe se com essas palavras e minhas experiências, vocês possam aprender também! Obrigada a todos que confiam em mim, e que emanam um pouco mais de Deus pra vinha vida. Saibam que o meu coração e todos os meus melhores pensamentos vão pra vocês! S2